Já se declarou hoje?


Do ventre da poesia,
Nasce amor;
E nessa despedida,
Não há rancor;
E em sua acolhida,
Irei de fazer-me inventor;
Para cada página suprida ,
Vencedor;
E da minha dor omitida,
Um cultor;
E uma fingida,
Não mais, sinto o ardor:
Dessa despedida.

E atrás de tanto amor,
Esconder minha dor;
E toda esta despedida,
Terei de transpor;
Com toda minha bravura,
Há de lembrar;
Que nosso jardim,
Eu sempre irei de cuidar;
E o sentimento,
Para todo sempre, cultivar.

E nesta partida,
Nunca irá de saber, meu berço acolhedor;
Que por toda a minha vida,
Por você, viver morrendo de amor…
Diga-me, querida:
Ainda irá regar nossa flor?

Florezia, rosa do campo.
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