Eu já me aceitava muito antes de cachos virar moda


Relaxe. Respire fundo.

Antes mesmo de existir produtos próprios para cachos, quando eu apenas alisava meu cabelo desde os dez anos de idade e amava o liso, eu já gostava do meu cabelo em sua forma natural sem me apegar ao discurso que quase todo mundo quando fala de aceitação tem.

Eu me aceitava e isso não era algo que eu precisasse ficar chamando atenção das pessoas. Eu não tinha uma forma narcisista de ser, nem a necessidade de ir para YouTube, Facebook, Twitter, etc ficar desabafando, e sem autoestima tentando consertar nos outros o que estava quebrado em mim. Eu não queria nem precisava ficar chamando atenção das pessoas desse jeito, por que eu tinha algo formado dentro de mim.

Não foi um movimento, marcas tentando vender, ou o efeito elefantes de tantas pessoas falando ao mesmo tempo sobre aceitação, choro, etc em 2015. Acho que foi em 2008. Eu entendi que Deus tinha me feito, esteticamente daquele jeito. Não foi algo que eu causei, meu cabelo era assim por natureza, então eu entendia que se Deus havia me dado aquele cabelo, ele era bom, lindo, etc.

Eu amava liso, e o cabelo daquelas meninas que eu admirava era lindo também, mas eu sabia que o meu também era e não cabia as outras pessoas entender, até por que já haviam me zoado por causa do crespo, mas eu estava bem por que eu sabia o que precisava saber. Eles me respeitavam por causa da minha inteligência, meu bom humor, e minha forma maluca de ser e mesmo se não me respeitassem eu sabia que o meu cabelo era bonito e aceitável por que foi Deus quem me deu é isso basta. Eu me dava ao respeito.

Essa certeza eu tinha, e mais ninguém. As pessoas me amavam por quem eu era, e não por que havia um politicamente correto de engolir tudo e relativizar as coisas. Eu sou humana, mas mais que isso sou filha de Deus. A identidade que eu carrego é a de uma princesa, uma embaixadora de Deus na Terra. São os pensamentos de Deus que me definem, não a modinha de hoje.

Eu sempre quis ser diferente. Eu sempre quis ter meu próprio jeito, e usar coisas que ninguém usava, fazer coisas incríveis, ter pensamentos, ser a mais rápida e a mais inteligente. Essa coisa de ficar pedindo atenção das pessoas nunca foi o que eu quis. Eu queria mesmo é que se me notassem, então que o fizessem pela minha forma original de ser, por que eu não ia ser só mais uma comum do subúrbio. O cabelo estava incluso, mas mais por quem eu era.

Quem eu era mudava tudo. Ser original sempre foi o que eu sempre quis, na identidade de filha amada de Deus, curada e perdoada, e isso vai além do que "a sociedade vai ter que me engolir!" As pessoas dão atenção ao que é mais idiota e riem disso, e admiram o que é mais incrível e tomam como exemplo pra si. Portanto é só ser, e graças a Deus ele foi sempre quem me ajudou a entender minha identidade mais do que um discurso pra se vender, implorar atenção pelo vazio dentro de si, ou estar na moda.


No final de 2015 alguns amigos me diziam para eu usar o cabelo de certos jeitos, mas especificamente natural. Eu queria colocar Marley Twist, e não fazia ideia de como - graças a Deus pela internet! Eu não queria usar alisantes por que eu estava vendo o quanto danificava o meu cabelo. Eu não via crescimento, e eu queria o Marley Twist. Foi então que eu coloquei, e deixei por um bom tempo. Certo dia quando eu tirei fiquei surpresa por que eu estava vendo depois de uns 10 anos meu cabelo natural.


Ele não parava de dar cachos, e aumentar volume quanto mais secava. Eu nunca tinha visto meu cabelo daquele jeito, e eu nem sabia como me acostumar. Ficou de um jeito volumoso. As pessoas ao meu redor gostaram bastante, algumas quase não me reconheceram, foi engraçado. O mais legal é que eu lembro de uma pessoa que me perguntou se eu tivesse o cabelo liso, acho, e a minha resposta foi: eu ia gostar do meu cabelo do mesmo jeito, se fosse liso ou cacheado.


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