Feliz (todo) Dia dos Pais

O quadro social de nosso tempo aponta para o crescente número de pais ausentes, não provedores, não educadores e, por vezes, agressores. Os números dessa triste realidade mostram que o índice de gravidez na idade adulta tem diminuído, enquanto o de natalidade entre adolescentes de 10 a 14 anos, aumentam, sendo a maioria, senão, todas, mães solteiras. A ausência, o despreparo e a deturpação da figura paterna tem se estabelecido. 

No evangelho de Lucas, capítulo 8, versículos 40 a 56, nos aponta um modelo a ser seguido, para virarmos esse jogo. Um modelo de pai como devemos ser! A história de Jairo, o pai desesperado dessa narrativa, nos ensina que devemos ser conscientes da importância da família e de seu papel. A despeito de suas muitas tarefas na administração e no cuidado da sinagoga, ele decidiu virar o jogo que lhe era severamente desfavorável e buscar por Jesus. Note bem, essa procura não era para seu trabalho, para seu ofício ou em favor de sua prosperidade. Era para sua própria casa, para sua família! 

Muitos pais não estão cientes dos males sociais, espirituais e emocionais que rodeiam os filhos. Estão cegados e insensí- veis pela dura rotina e busca egoísta de suas ostentadoras conquistas. Mesmo com o aparente sentido legítimo de trabalho e crescimento, não se doam em tempo, diversão, ensino, disciplina e, menos ou quase nada, ao ensino da Palavra e princí- pios de Deus. Ao recorrer a Jesus de Nazaré, esse obstinado pai também nos ensina a maneira correta de iniciar essa jornada – a humildade. Ele deixou de lado sua vaidade, se dobrou e suplicou ao Mestre. O homem, naturalmente, por sua essência pecaminosa, abomina o “pedir ajuda”. 

Pois lhe parece como um sinal de incapacidade, imaturidade, fragilidade e vulnerabilidade. Ledo engano! O ponto central da mudança desse cenário é a mais destacada e primordial ação desse homem com H: levou Jesus para sua casa. Tarefa que, convenhamos, não é fácil. Para tanto, ele precisou vencer a multidão que o pressionava (os conceitos do mundo, adultérios, corrupção, indisciplina, falta de fé, mentiras, comodismo, homossexualidade, drogas etc.). Depois teve que vencer a própria família. 

Como assim? Alguém de dentro de sua casa tentou dissuadi-lo de sua busca e fé em Jesus: “Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre”. Como se não bastasse, as ocorrências do dia a dia passam a tomar proporções assustadoras, os problemas parecem não ter solução. Desânimo, medo, vontade de fugir e os conflitos conjugais se apresentam como soluções. Cuidado! Não podemos deixar a “peteca cair”. 

Muitos filhos morrem por não ter um pai que cuida e protege. Que lhes dê a sua concorrida e restrita atenção. A internet, os celulares, as más companhias, os mimos, os melindres, a frieza, a distância e a rebeldia são as causas da fraqueza que adoecem e matam as nossas crianças. Qual orientação de Jesus para esses pais? A mesma que se atualiza para nossos dias: homens, amem suas mulheres em todo tempo – seus filhos conhecerão o que é amor. Conheçam, participem e vivam os bons e maus momentos da vida de seus filhos, eles sentirão a segurança do seu primeiro Super-Herói. 

Não tenha vergonha de lhes apresentar Jesus – ele buscarão suas próprias experiências com Ele. E, atenção, papais! Se não devemos nos apresentar a Deus de mãos vazias, como provedores do lar, também não devemos nos apresentar à nossa família de mãos vazias. Dê-lhes o verdadeiro alimento – a Palavra. “Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos” (2 Co 12.14). Tenham e vivam, todos os dias, um “feliz Dia dos Pais”! É o desejo de um filho e um interessado aprendiz de pai.

Pr. Sérgio Ricardo
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